As autoridades de saúde, um pouco por toda a Europa, começam a mostrar resistência à administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19, depois do registo, por parte de profissionais de saúde, de algumas reações adversas. 

Em alguns casos, esses profissionais veem-se obrigados a ausentar-se do trabalho, por alguns dias, de modo a recuperar dos sintomas, sobrecarregando assim os sistemas de saúde.

A vacina da AstraZeneca tem vindo a causar mais efeitos secundários do que a da Pfizer”, contou à agência Reuters, Melanie Cotigny, representante do hospital Saint-Lo na Normandia.

Os sintomas relatados pelos profissionais de saúde passam pela alta temperatura corporal e dores de cabeça.

A farmacêutica assume os sintomas como sinais de que o corpo está a reagir à vacina, e consequentemente a criar imunidade à doença, adiantando que os mesmos desaparecem ao final de um ou dois dias. 

As reações reportadas são as esperadas, tendo em conta as evidências que recolhemos no nosso programa de testes”, afirmou um porta-voz da AstraZeneca. 

Posto isso, as autoridades de saúde francesas já emitiram orientações em específico para a administração desta vacina, sendo que a Suécia foi mais longe, com duas regiões a interromperam a vacinação com o fármaco da AstraZeneca. 

Na Alemanha alguns profissionais de saúde recusam-se a ser inoculados com a vacina da farmacêutica anglo-sueca.

A vacina da AstraZeneca foi a terceira a ser aprovada na União Europeia, ainda que com uma taxa de eficácia inferior às da Pfizer e Moderna. 

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Diogo Assunção