O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, apelou hoje a “todos os partidos” para que atuem “com responsabilidade e generosidade” para desbloquearem o impasse político em Espanha, assegurando que pretende formar um Governo progressista.

Ganhámos as eleições e a partir de amanhã [segunda-feira] vamos trabalhar para esse Governo progressista do PSOE”, disse Sánchez num pequeno discurso de vitória perante cerca de 200 militantes e apoiantes do PSOE reunidos em frente à sede nacional do partido, em Madrid.

O líder socialista e primeiro-ministro em exercício não explicou como é que vai conseguir os apoios necessários para ser investido quando o PSOE, apesar de ter ganho as eleições, perdeu três assentos no parlamento, assim como o principal potencial parceiro, Unidas Podemos, que perdeu sete deputados.

Agora sim ou sim, vamos conseguir um governo progressista”, insistiu Sánchez, que só exclui do apelo feito os que se “autoexcluem da convivência e semeiam o discurso do ódio”, numa referência ao Vox.

Os socialistas do PSOE, com 120 deputados eleitos (28,0% dos votos), venceram as eleições, mas muito aquém da maioria absoluta que os 176 assentos permitiria.

Contabilizados os votos, o bloco dos partidos de esquerda (PSOE, Unidas Podemos e Mais País) totaliza 158 deputados num total de 350, enquanto o bloco de direita (PP, Vox e Cidadãos) alcança 152 lugares.

Pedro Sánchez, mais enfraquecido, continua a ser o mais bem posicionado para conseguir ser investido primeiro-ministro em segunda votação no parlamento, quando apenas precisar de uma maioria relativa de votos.