A estação CNN está a processar o presidente dos Estados Unidos e cinco outras pessoas ligadas à administração de Donald Trump por causa da suspensão da acreditação do jornalista da CNN, Jim Acosta, de acesso à Casa Branca.

A CNN considera que a retirada do passe ao jornalista viola direitos consagrados na constituição norte-americana e quer que a credencial de Acosta seja "imediatamente restaurada" e lembra que isto podia ter acontecido a qualquer profissional.

"A revogação errada desta credencial viola os direitos de liberdade de imprensa da CNN e do Jim Acosta, previstos an Primeira Emenda [da Constituição americana]. Pedimos ao tribunal uma ordem a pedir que o passe seja devolvido ao Jim. Apesar do processo ser específico à CNN e a Acosta, isto podia ter acontecido a qualquer um. Se não for desafiadas, as ações desta Casa Branca podem criar um efeito perigoso em qualquer jornalista que cubra autoridades eleitas".

 

O processo é dirigido a seis indivíduos no total: Donald Trump, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, o chefe de gabinete, John Kelly, a porta-voz da Casa Branca,  o diretor dos Serviços Secretos e o agente secreto que retirou o passe.

O incidente aconteceu na última quarta-feira, quando Donald Trump e o jornalista em questão se envolveram numa troca de argumentos durante uma conferência de imprensa. O presidente dos Estados Unidos recusou-se a responder a perguntas de Jim Acosta, dando a palavra ao repórterseguinte.

Na quinta-feira, a Casa Branca decidiu retirar a acreditação de acesso à Casa Branca a Jim Acosta.