20 de outubro de 2019 é um dia que vai ficar na história da aviação civil: o voo mais longo de sempre já aterrou na Austrália.

O Boeing 787 fez a ligação entre Nova Iorque e Sydney, sem qualquer escala, ou seja, cerca de 16 mil quilómetros em menos de 20 horas.

"Este é um momento realmente histórico para a Qantas, um momento histórico para a aviação australiana e um momento histórico para a aviação mundial. Somos a primeira companhia aérea comercial a voar sem escalas de Nova Iorque para Sydney", aplaudiu Alan Joyce, da Qantas.

Passageiros, pilotos e comissários de bordo, num total de 40 pessoas, foram minuciosamente monitorizados, de modo a perceber como reagia o organismo ao facto de estar confinado a um avião durante tantas horas e quais os efeitos no corpo humano de um voo feito no sentido contrário ao da rotação da terra.

Tudo foi analisado, desde o sono dos passageiros à alimentação e até às ondas cerebrais dos quatro pilotos.

Houve tempo para dormir, conversar e para alguns exercícios a bordo. Alguns passageiros aproveitaram mesmo para dançar a "Macarena".

Nas próximas semanas todos os dados recolhidos vão ser avaliados, até porque a companhia aérea australiana pretende que esta ligação Nova Iorque-Sydney aconteça todos os dias, já a partir de 2022.