O número de mortos confirmados do naufrágio de um barco de turismo no rio Danúbio subiu esta quarta-feira para 13, estando ainda desaparecidas 15 pessoas, a maioria turistas sul-coreanos, anunciaram as autoridades de busca e salvamento da Hungria.

Os corpos de sete das 13 vítimas mortais foram recuperados logo após o acidente.

Desde segunda-feira, três corpos foram recuperados junto ao navio ou na zona do acidente na ponte Margit, em Budapeste, enquanto outros três foram encontrados a sul, um dos quais estava a 132 quilómetros a jusante.

O barco, que realizava uma excursão com 33 turistas sul-coreanos e dois tripulantes, foi abalroado por outra embarcação de maior porte no Danúbio, na quarta-feira passada à noite, e acabou por se afundar junto à ponte Margit.

A Coreia do Sul enviou pessoal especializado para ajudar a Hungria nas operações de busca e resgate das vítimas.

Apenas sete das 35 pessoas foram salvas com vida pelas equipas de socorro logo após o acidente, que ocorreu nas proximidades do Parlamento húngaro.

Uma grua flutuante, que pode levantar 200 toneladas, poderá chegar a Budapeste hoje à tarde para retirar o barco do rio.

O comandante do navio que colidiu com o barco de turismo que se afundou no rio Danúbio foi detido e acusado por um tribunal húngaro, indicaram as autoridades judiciais.

De acordo com um porta-voz do Ministério Público de Budapeste, o homem, um ucraniano de 64 anos, foi ouvido em tribunal por suspeita de ter colocado em perigo o transporte fluvial.

A investigação aberta pelas autoridades húngaras procura perceber as circunstâncias em que o navio de cruzeiro de 135 metros colidiu com a embarcação de turismo, de 26 metros, durante uma aparente manobra de rotina.