Foram dois alunos de uma escola secundária do município francês de Conflans-Sainte-Honorine que, na última sexta-feira, e em troca de dinheiro, ajudaram o terrorista Abdouallakh Anzorov a localizar Samuel Paty, o professor que foi decapitado, depois de ter mostrado uma caricatura do profeta Maomé numa aula, segundo o El País.

Sete pessoas, incluindo estes dois menores, de 14 e 15 anos, já foram presentes a um juiz antiterrorista. Neste grupo encontra-se ainda Brahim C., o pai da aluna que apelou para uma mobilização contra o professor Samuel Paty nas redes sociais.

Para a localização dos cúmplices, os investigadores antiterroristas analisaram as mensagens trocadas, através da aplicação WhatsApp, entre o pai e o atacante, Abdullakh Anzorov, de 18 anos, um refugiado de origem chechena.

O radical islâmico Abdelhakim Sefrioui, que acompanhou o pai da aluna na mobilização contra o professor, também será presente ao juiz.

Na sexta-feira à tarde, Abdullakh Anzorov decapitou Samuel Paty, um professor de história e de geografia, nos arredores da escola onde ensinava num bairro tranquilo de Conflans-Sainte-Honorine. Em seguida, a 200 metros daquele local, a polícia abateu, com nove balas, Anzorov.

Paty, de 47 anos, tinha mostrado aos alunos, durante as aulas sobre liberdade de expressão, as caricaturas do profeta Maomé.

Entretanto, uma homenagem ao professor decorreu no fim-de-semana no pátio da universidade parisiense La Sorbonne.

Lara Ferin