Emmanuel Macron homenageou, esta quarta-feira, o professor Samuel Paty que foi assassinado na rua na passada sexta-feira, por ter mostrado aos alunos, durante as aulas sobre liberdade de expressão, as caricaturas do profeta Maomé.

"Não vamos desistir das caricaturas", afirmou o presidente francês durante a cerimónia solene no pátio da universidade parisiense La Sorbonne

Para Macron, Paty foi morto por "cobardes" por representar os valores seculares e democráticos da República Francesa.

A homenagem contou com a presença dos familiares do professor de 47 anos, assim como de alunos e de amigos de Paty.

De acordo com a AFP, a cerimónia teve início ao som da música "One" dos U2, a pedido da família do professor de História, e terminou com um aplauso.

Nesta cerimónia, o professor foi distinguido com a legião de honra a título póstumo e o filho de cinco anos será declarado "aluno da nação", uma distinção atribuída aos filhos de pais mortos numa guerra ou num atentado.

Na sexta-feira à tarde, Abdullakh Anzorov decapitou Samuel Paty, um professor de história e de geografia, nos arredores da escola onde ensinava num bairro tranquilo de Conflans-Sainte-Honorine. Em seguida, a 200 metros daquele local, a polícia atingiu, com nove balas, Anzorov.

Na sequência do homicídio, as autoridades francesas prometeram "uma guerra contra os inimigos da República" e, na terça-feira à noite, Macron garantiu a intensificação de ações contra o islamismo radical.

Esta quarta-feira, sete pessoas, incluindo dois menores, foram presentes a um juiz antiterrorista, por envolvimento no crime.

Andreia Miranda