O principal suspeito do ataque ocorrido esta sexta-feira junto à sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris, confessou a autoria do crime à polícia francesa. A informação foi avançada pela agência de notícias AFP. Resultaram dois feridos graves da situação.

O autor confesso é um jovem de 18 anos de nacionalidade paquistanesa que justificou os atos, em audiência preliminar, com a republicação de vários cartoons do Charlie Hebdo com os quais não concordava.

Segundo o jornal Le Figaro, a confissão surgiu ainda antes da audiência formal, que deve durar um total de 96 horas, até porque é necessário recorrer a um tradutor. O Le Monde refere ainda que o suspeito admitiu que os seus atos tinham uma conotação política, não admitindo porém quaisquer motivações religiosas para o ataque.

A Procuradoria antiterrorismo de França assumiu a investigação ao ataque e abriu um inquérito por "tentativa de homicídio relacionado com ato terrorista e organização terrorista criminosa"

O ataque ocorreu na rua Richard Lenoir, próxima dos antigos escritórios do jornal satírico Charlie Hebdo.

A antiga redação do jornal foi alvo, a 7 de janeiro de 2015, de um ataque ‘jihadista’ que fez 12 mortos e cinco feridos graves.

O julgamento dos presumíveis cúmplices desse e de outros ataques ‘jihadistas’ em Paris está a decorrer, desde o início de setembro, na capital francesa.

O Charlie Hebdo mudou as suas instalações depois do ataque de 2015.

António Guimarães