A primeira vítima mortal da explosão na petroquímica de Tarragona, Catalunha, encontrava-se na sua casa, o segundo andar de um prédio com cinco pisos, na localidade de Torreforta, a cerca de três quilómetros da fábrica.

Sergio Millán, 59 anos, foi atingido pela derrocada do terceiro andar, depois de uma placa de metal com quase uma tonelada, que as autoridades acreditam ser do reator que explodiu, ter entrado por uma janela da fachada.

As imagens da placa de metal foram divulgadas pela polícia catalã e, segundo os Mossos d'Esquadra, mede 1,22 metros por 1,65.

O autarca de Tarragona, Pau Ricomà, explicou, nesta quarta-feira, em declarações à imprensa, que esta "quase improbabilidade" surge como a "hipótese mais provável" para a causa de morte deste homem.

Pau Ricomà informou, ainda, que a placa de metal "voou em linha reta" até "entrar pela janela", que estaria aberta quando se deu a explosão.

A força do embate no apartamento do terceiro andar fez colapsar o piso, que se abateu sobre Sergio Millán, que vivia no andar de baixo.

O município de Tarragona decretou dois dias de luto na sequência do incidente ocorrido na petroquímica IQOEXE, que resultou em dois mortos (a segunda vítima é um trabalhador que estava desaparecido) e oito feridos, dois em estado grave, todos eles trabalhadores da fábrica.

Na fábrica de Tarragona prosseguem os trabalhos de rescaldo e de contenção química, como se pode ver nas imagens aéreas partilhadas pelos Mossos d'Esquadra.

/ CM