Os pedidos de asilo na União Europeia (UE) aumentaram pela primeira vez no ano passado desde a crise migratória de 2015, segundo o mais recente relatório do Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo (EASO), divulgado esta semana.

Segundo o relatório, conhecido na quinta-feira, os pedidos de asilo nos países da UE e num conjunto de outros países europeus fora do bloco comunitário (Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) aumentaram, no ano passado, 11%, para 738.425.

Perante tais números, o EASO destaca que a UE recebeu um terço dos pedidos globais de asilo em 2019.

A tendência de crescimento prosseguiu nos primeiros dois meses de 2020, com um aumento na ordem dos 16%, de acordo com a entidade.

Apesar da pandemia da doença Covid-19 ter provocado uma quebra nos pedidos, na ordem dos 87%, o EASO antevê que a tendência de crescimento será retomada.

O relatório relativo a 2019 mostra que as tendências migratórias no espaço da UE variam consideravelmente de país para país, bem como de norte para sul.

Metade de todos os pedidos de asilo na UE em 2019 foram apresentados em apenas três dos 27 Estados-membros: Alemanha (22%), França (17%) e Espanha (16%).

Segundo o documento, Portugal é 24.º país em termos de número de pedidos (representando uma fatia de 0,2% entre os Estados analisados), tendo observado um aumento de 42%, em comparação com 2018, com o registo de 1.820 pedidos.

Dentro do mesmo período em análise, o documento indica que Chipre, França, Grécia, Malta e Espanha receberam mais requerentes de asilo do que em 2015, ano que ficou marcado por um fluxo migratório em massa, cerca de um milhão de pessoas terão chegado à Europa.

Em março de 2020, existiam 836 mil casos de pedidos pendentes de pessoas que procuravam asilo.

/ HCL