A delegação da União Europeia (UE) em Moçambique condenou o "incêndio criminoso", nas instalações do Canal de Moçambique no domingo, pedindo às autoridades uma investigação célere.

"A delegação da União Europeia em Moçambique condena veementemente o incêndio criminoso nas instalações do Canal de Moçambique, ocorrido na noite do dia 23 de agosto corrente", refere um comunicado da UE divulgado hoje.

Os órgãos de comunicação social independentes, como o Canal de Moçambique, desempenham um papel crucial para a democracia no país, acrescenta a nota.

"A liberdade de imprensa e a liberdade de expressão em todas as suas formas são liberdades fundamentais que devem ser universalmente respeitadas", sublinha a UE.

Em declarações à Lusa na segunda-feira, o editor do Canal de Moçambique, André Mulungo, disse que foram encontrados bidões no interior da redação, um dos quais ainda tinha um pouco de combustível.

Os autores do incêndio terão introduzido os bidões de combustível no interior das instalações do jornal, depois de arrombarem a porta frontal da casa, declarou Mulungo.

"Os sinais que encontramos no interior da redação não deixam dúvidas de que se trata de um ato criminoso e não de um acidente", acrescentou.

Várias entidades nacionais e internacionais já condenaram o incêndio à redação do Canal de Moçambique.

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, também condenou o acontecimento e exigiu que os autores sejam levados à justiça.

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