Fernando Medina afirmou esta segunda-feira que os ataques ao Congresso do PCP têm sido "absolutamente injustificados".

No habitual espaço de comentário na TVI24, Medina analisou a entrevista de Miguel Sousa Tavares ao candidato do PCP às Presidenciais, João Ferreira.

O comentador considera que João Ferreira "foi escapando às armadilhas" que lhe foram colocadas ao longo da entrevista e que foi claro em relação à valorização da liberdade e aos valores do Partido Comunista.

Por outro lado, Medina frisou que o candidato presidencial não respondeu tão bem às questões da pandemia, nomeadamente a crítica ao Estado de Emergência e à ação do Estado.

Percebo que há aqui uma tentativa de responder aos ataques à realização do Congresso do PCP, que eu acho que foram ataques absolutamente injustificados", disse Fernando Medina, acrescentado que "um Governo só pode proibir um congresso estatutário de um partido, num regime que não democrático".

Contudo, quando questionado se João Ferreira terá explicado bem a decisão do PCP em manter o Congresso, Medina refere que "talvez tivesse explicado um pouco melhor", com o distanciamento que tem.

Não havia razão nenhuma para o Congresso não se fazer: nenhum direito democrático ficou suspenso com o Estado de Emergência. A Constituição é clara", explicou, salientando que "desde que sejam cumpridas as normas e realizada em segurança".

Fernando Medina argumentou que "a democracia não se suspende, nem se deve suspender". Por essa razão, o comentador considera que os ataques ao Congresso do PCP ainda são "muito mais injustificados" do que as críticas feitas à Festa do Avante, onde a dimensão do risco era bastante diferente.

"Orçamento está mais sólido com as propostas do PCP"

Fernando Medina considerou que, do ponto de vista a execução, o Orçamento do Estado para 2021 está mais sólido com as propostas do PCP.

O maior risco que vamos ter em 2021 é que a economia não recupere com a força que queremos. O conjunto pelas quais o PCP se debateu é um apoio à procura interna melhora as condições da execução do Orçamento.

Desta forma, o político considera o OE2021 como uma "boa negociação" do ponto de vista da situação política, "com P grande".

Rafaela Laja