O primeiro-ministro, António Costa, rejeitou ter sentido qualquer pressão por parte dos partidos ou dos parceiros para apresentar o plano de desconfinamento, considerando que a reabertura já na segunda-feira é “um passo pequeno, mas muito importante”.

António Costa falava aos jornalistas, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, no final do Conselho de Ministros que esteve desde hoje de manhã reunido para aprovar o plano do Governo de desconfinamento do país.

Questionado sobre se tinha sentido pressão por parte dos partidos ou dos parceiros sociais para apresentar um plano de reabertura da sociedade, o primeiro-ministro respondeu: “não senti pressão nenhuma. Como anunciei aqui há 15 dias, este plano seria anunciado hoje, dia 11, e não antes”.

Aproveitando para elogiar de novo os portugueses neste período do confinamento, António Costa referiu que a partir de segunda-feira vai ser possível dar “um passo relativamente modesto”, com a abertura de creches, jardins-de-infância, 1.º ciclo, cabeleireiros, barbeiros e pequeno comércio local com venda ao postigo.

É um passo pequeno, mas é um passo muito importante. Daqui a 15 dias espero que tudo corra bem e possamos a estar a dar o outro passo e poder começar a abrir outras atividades, alargar os níveis de ensino”, referiu.

O primeiro-ministro insistiu numa ideia repetida por diversas ao longo desta conferência de imprensa.

Temos que continuar a fazer isto, a conta-gotas, com toda a cautela, para que nunca cheguemos àquele quadrante vermelho, nunca entremos sequer nos quadrantes amarelos e possamos manter-nos, confortáveis, no quadrante verde”, disse, em referência aos critérios de avaliação de risco definidos pelo Governo.

António Costa já tinha avisado que as medidas da reabertura serão revistas sempre que Portugal ultrapassar os “120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias” ou sempre que o índice de transmissibilidade ultrapasse o 1.

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