A líder do BE disse hoje que "não tem nenhum sentido" que o Governo "crie instabilidade" por uma medida sem reflexo no Orçamento do Estado de 2019 e defendeu que a política não pode ser "um jogo".

Não tem absolutamente nenhum sentido por uma medida que custa zero euros no Orçamento do Estado de 2019, que o que garante é a mesma reposição [de tempo de serviço congelado dos professores] que o Governo tinha prometido fazer e o que faz é abrir uma porta a futuras negociações que permitam continuar um caminho de respeitar quem trabalha, sirva para que de repente o Governo crie instabilidade", afirmou Catarina Martins, num almoço que juntou cerca de 150 apoiantes em Vila Nova de Famalicão.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, acusou a oposição de "brincar com o fogo" ao aprovar na especialidade, no parlamento, a recuperação total do tempo de serviço dos professores no período em que houve congelamento de progressões.

O primeiro-ministro deu ainda conta que comunicou ao Presidente da República que o Governo se demite caso a contabilização total do tempo de serviço dos professores seja aprovada em votação final global.

Para Catarina Martins, "a política não pode ser um jogo, tem de ser responsabilidade”.

E nós temos tanto para fazer", acrescentou.

Lembrando o estatuto do cuidador, aumento do salário mínimo, melhorias no Serviço Nacional de Saúde, a coordenadora bloquista afirmou que "desistir desse caminho é desistir de melhorar condições de vida das pessoas”, considerando que isso seria “absolutamente irresponsável".

Catarina Martins reforçou que a medida aprovada na Assembleia da República de repor na integra a carreira dos docentes, apenas com o voto contra do PS, não vão "abrir nenhum caixa de Pandora", explicando que "está garantido exatamente o mesmo tempo que o Governo já tinha dito que daria [à recuperação de tempo de serviço congelado], nem mais nem menos".

 
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