A líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, considera evidente que há de haver um dia em que será uma mulher a liderar o partido, mas advertiu que ainda não é o tempo.

“O tempo há de fazer-se e é evidente que hoje, com tantas mulheres na vida política em todos os partidos, há de haver um dia em que teremos uma mulher à frente dos destinos (do PS). Este não é esse tempo”, declarou.

A dirigente socialista falava aos jornalistas à chegada ao Portimão Arena, para o 23.º Congresso do PS, após questionada sobre a possibilidade de uma mulher liderar o partido, o que nunca aconteceu desde a fundação do PS, em 1973.

Ana Catarina Mendes esclareceu que vai discursar perante os delegados “sobre o país” e “sobre o papel do parlamento” e também sobre o PS “como fator de estabilidade”, plural, com várias correntes e “sobretudo fiel aos valores da esquerda democrática”.

Outro dos nomes apontados à sucessão, Mariana Vieira da Silva, também afastou este tema, garantindo que "é muito claro" que o futuro do partido "está muito resolvido: é António Costa".

"Não faz sentido anteciparmos discussões que não estão na agenda e abrirmos portas que não estão abertas. Nada disto faz sentido."

Também Fernando Medina, outro nome apontado, disse que as palavras de Costa a afastar o tema da sucessão são "o que é natural ele dizer". "Está o assunto resolvido", resumiu.

Dos nomes apontados à futura liderança do PS, só Pedro Nuno Santos não falou aos jornalistas, tendo chegado atrasado ao congresso, já depois da primeira intervenção de Carlos César.

Confrontado com o facto de o ministro das Infraestruturas ainda não ter chegado à Arena de Portimão enquanto António Costa falava aos jornalistas, o secretário-geral do PS retorquiu: "Vocês perdem tanto com questiúnculas e coisas que não interessam nada a ninguém".

/ CP