O Presidente da República, o primeiro-ministro, representantes de partidos e parceiros sociais reúnem-se esta quinta-feira, em Lisboa, com especialistas para analisar a situação epidemiológica da Covid-19, antes de o Governo tomar decisões sobre a segunda fase do desconfinamento.

A reunião, no Infarmed, é a sexta desde o início da pandemia e a primeira após o fim do estado de emergência, que vigorou em Portugal entre 19 de março e 2 de maio, do qual se transitou para uma situação de calamidade, após o qual se iniciou uma reabertura gradual das atividades e estabelecimentos encerrados devido ao surto.

Com o objetivo de partilha de informação, estes encontros surgiram por iniciativa do primeiro-ministro e têm reunido epidemiologistas e outros especialistas com o Presidente da República, presidente da Assembleia da República, líderes dos partidos com representação parlamentar, dirigentes sindicais e patronais.

Depois desta reunião, e de um almoço, em Belém, com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa recebe os partidos com representação parlamentar, na residência oficial de São Bento.

Para sexta-feira, prevê-se o Conselho de Ministros para fazer a avaliação das medidas da primeira fase de desconfinamento, 4 de maio, devendo ser anunciadas as da segunda fase, como o regresso às aulas dos alunos dos 11.º e 12.º anos de escolaridade ou a reabertura de creches, no dia 18 de maio, segunda-feira. A terceira fase começa em 1 de junho.

Na semana passada, o primeiro-ministro afirmou que "as normas de libertação de confinamento entrarão em vigor de 15 em 15 dias" e que, antes de se avançar para a seguinte, as medidas serão avaliadas.

O objetivo do Governo, com este calendário faseado de reabertura, "é medir em cada 15 dias os impactos da medida anterior, vendo se é possível ou não dar mais um passo", explicou.

Na semana passada, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aproveitou o final da reunião para anunciar que o estado de emergência acabaria a 2 de maio, mas avisou que isso "não é fim do surto" de Covid-19, rejeitando "qualquer facilitismo" nesta nova fase em que "os pequenos passos" serão avaliados permanentemente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. 

Em Portugal, morreram 1.175 pessoas das 28.132 confirmadas como infetadas, e há 3.182 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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