António Costa anunciou, esta segunda-feira, após o Conselho de Ministros extraordinário, que o Governo espera concluir a primeira toma da vacina contra a covid-19 nos lares de idosos até ao final da próxima semana, estando confiante que é possível acelerar o processo nestas instituições.

Face às novas informações disponibilizadas pela Pfizer e também pela Agência Europeia do Medicamento, estamos em condições de termos uma melhor gestão do nosso stock de vacinas e acelerar o processo de vacinação nos lares assumindo agora como objetivo concluir até ao final da próxima semana a vacinação integral da primeira toma em todos os lares, salvo naturalmente, aqueles onde a existência de surtos nos impede de proceder à vacinação”, disse esta segunda-feira o primeiro-ministro, António Costa.

Fonte do Governo explicou depois à TVI que esta declaração pode implicar o atraso da segunda dose até aos 42 dias, conforme o aval científico da Pfizer e da EMA.

A intenção do Executivo não é espaçar, mas sim usar as vacinas que estão reservadas, para manter os 21 dias entre a primeira e a segunda dose.

No entanto, e numa altura em que a própria Pfizer admitiu um atraso temporário nas suas entregas, fonte governamental admite a hipótese de espaçar uma e outra até aos 42 dias, não comprometendo o processo de vacinação.

Até agora, o coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, Francisco Ramos, tinha referido sempre que a intenção era dar a segunda dose três semanas depois da primeira.