O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita assegurou, esta quarta-feira, que há condições sanitárias para os cidadãos votarem nas Eleições Presidenciais, no dia 24 de janeiro.

Durante o plenário sobre a renovação do estado de emergência, que considerou "um esforço difícil da população portuguesa", Cabrita referiu ainda que as medidas do decreto correspondem à execução atempada pelo Governo das decisões tomadas na Assembleia da República, em outubro.

Este estado de emergência prevê as condições necessárias para que os portugueses, em liberdade, com segurança sanitária, participem nas eleições", assinalou.

Mais de 151 mil pessoas pediram o voto antecipado em mobilidade para as presidenciais de 24 de janeiro em três dias, avançou ainda o ministro.

Se nas primeiras 24 horas do prazo, no domingo, as inscrições para votar uma semana antes atingiram 52.994, esse número quase triplicou até às 23:59 de terça-feira, 151.396.

Para o ministro, estes números provam "a organização atempadamente tomada e uma resposta dos portugueses que querem participar na vida democrática".

Cabrita lança farpas a Ventura 

Por outro lado, o ministro não deixou de registar "face àquilo que é a verificação do Diário da Assembleia da República", que o único grupo parlamentar que disse referiu neste debate, "reiterando uma mentira e uma ofensa à democracia", que não tinham sido tomadas "atabalhoadamente" as medidas necessárias para exercer o direito de voto em pandemia, foi o único grupo parlamentar que faltou à sessão de 23 de outubro, onde foram aprovadas as leis.

O Chega foi ausente na tomada atempada pela Assembleia da República das medidas necessárias para o voto no próximo dia 17 e dia 24", afirmou Eduardo Cabrita.

Na sua intervenção, Eduardo Cabrita respondeu também às críticas das bancadas da "direita parlamentar" sobre a ação do Governo no controlo da evolução da epidemia de covid-19 em Portugal, designadamente a partir da última semana de dezembro.

Neste ponto, o ministro da Administração Interna citou a posição do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre essa mesma matéria.

A direita parlamentar voltou hoje a falar aqui na não adoção atempada de medidas de combate. Mas, como disse claramente na terça-feira o Presidente da República, não se registou de nenhuma dessas forças uma proposta de restrição adicional no período de Natal ou de Ano Novo", indicou.

Pelo contrário, segundo Eduardo Cabrita, ainda na semana passada, "a direita parlamentar continuava a defender a abertura dos restaurantes aos sábados e domingos à tarde, assim como a abertura do comércio todo o dia aos fins de semana".

De facto, a alternativa não estava naquilo que dizia [o presidente do PSD] Rui Rio, que queria os restaurantes abertos até meio da tarde. Infelizmente, a alternativa estava entre as restrições tomadas até à semana passada ou aquelas que hoje, com o novo decreto presidenciais de estado de emergência, o Governo vai adotar em Conselho de Ministros", contrapôs.

Para o ministro da Administração Interna, face à evolução do número de contágios com o novo coronavírus em Portugal, "a resposta é o apoio ao Serviço Nacional de Saúde".

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Rafaela Laja