Marcelo Rebelo de Sousa afirmou este domingo, à margem da entrega dos prémios D. Diniz, que deverá comunicar a sua decisão sobre a dissolução do Parlamento e sobre a data das eleições na quinta-feira, no dia seguinte a reunir o Conselho de Estado.

Em Vila Real, o Presidente da República afirmou que a data das eleições antecipadas deverá ser definida "entre quarta-feira e quinta-feira da semana que vem". Questionado sobre quando irá falar ao país, Marcelo explica que, depois de ter ouvido os partidos este sábado, o passo seguinte será o de reunir o Conselho de Estado que deverá prolongar-se pela noite.

Nesse caso, assume Marcelo, "não será possível falar nesse dia". "Mas falarei, certamente, no dia seguinte. Não na quarta, na quinta-feira".

Rebelo de Sousa notou "consenso" em torno do dia 16 de janeiro, com alguns partidos ( como o CDS e o PSD ) a proporem mais cedo - 9 de janeiro - e outros, como a Iniciativa Liberal, a quererem que a data seja mais tarde (30 de janeiro).

O Presidente da República confessou que "achava, até ao último instante", que o chumbo do Orçamento do Estado para 2022 não iria acontecer. Ainda que descrevesse o ambiente antes da votação como "carregado", o PR revelou que o desfecho em que o país vive era improvável.

"Era tão grave o chumbo de um Orçamento pela primeira vez num momento de crise, à saída de uma pandemia e no início de um processo de recuperação económica e social, que eu avisei: 'Olhem que isto pode chegar a esta possibilidade alternativa'", recorda.

Marcelo refere que "tudo é uma hipótese até ser tomada a decisão" de dissolver a Assembleia da República, mas adverte que "outras alternativas" - como o Governo a duodécimos - eram alternativas "que não pareciam tão positivas".

A dissolução do Parlamento, descreve o Presidente da República, é "devolver ao povo a decisão, com uma preocupação que é a de não deixar de existir uma proximidade entre o povo e os seus representantes".

Sublinhando ainda que "o que se pensa é no país" e, reconhecendo pressões por parte dos partidos em relação à marcação da data para as legislativas, Marcelo afirma ainda que "o problema não é estar pressionado, é estar acima das pressões".