O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem ao seu homólogo austríaco, Alexander Van der Bellen, a repudiar o ataque de segunda-feira em Viena e expressando solidariedade e pesar.

Foi com choque e tristeza que tomei conhecimento do ataque que ontem [segunda-feira] teve lugar no centro de Viena e que provocou a morte de quatro pessoas e diversos feridos, entre estes últimos um jovem português", lê-se na mensagem enviada ao Presidente da Áustria, divulgada no portal da Presidência da República na Internet.

Marcelo Rebelo de Sousa reafirma o seu "repúdio por todos os atos de violência" e a "convicção de que estes não lograrão alcançar os seus objetivos".

Neste momento difícil, quero exprimir a minha solidariedade para com a Áustria e o povo austríaco e apresento a vossa excelência, em nome do povo português e no meu próprio, a expressão da mais sentida solidariedade e sincero pesar", acrescenta o chefe de Estado.

Fonte do gabinete da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas disse à agência lusa que o jovem é luso-luxemburguês e que a evolução do seu estado de saúde está a ser acompanhada através da Embaixada de Portugal em Viena, capital austríaca, e do Gabinete de Emergência Consular, em articulação com as autoridades luxemburguesas.

À TVI24, Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades, explicou que a família do jovem vive no Luxemburgo e que ele é estudante universitário, frequentando uma universidade em Viena. Foi baleado no ataque mas "está a recuperar bem".

As autoridades portuguesas estão igualmente em contacto com os familiares deste cidadão luso-luxemburguês, uma das vítimas deste ataque que começou com um tiroteio numa rua central onde fica a sinagoga principal de Viena.

O ataque de segunda-feira à noite em Viena começou com um tiroteio numa rua central onde fica a sinagoga principal da capital austríaca, então fechada, próxima de uma área de bares.

Os atacantes deslocaram-se depois pelo centro da cidade, disparando sobre quem ocupava as esplanadas.

O ataque fez quatro vítimas mortais e 17 feridos. Um dos atacantes foi morto pela política, enquanto um segundo fugiu e está a ser procurado.

Segundo o ministro do Interior austríaco, Karl Nehammer, o atacante morto pela polícia, que estava armado com uma espingarda de assalto e um cinto de explosivos falsos, "era uma pessoa radicalizada que se sentia próxima do Estado Islâmico".

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, considerou que se tratou de um "repugnante ataque terrorista" e que pode haver "um motivo antissemita, pelo lugar onde começou".

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu o seu homólogo austríaco em Lisboa em junho de 2019 e na altura afirmou que os dois convergem na defesa de uma União Europeia assente na solidariedade, contra o extremismo, e também no combate às alterações climáticas.

/ RL - atualizada às 15:45