André Ventura disse, na noite de terça-feira, que ia apresentar queixas à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e à Polícia de Segurança Pública (PSP) por suposta “espionagem” e “boicote” à sua campanha por parte do Bloco de Esquerda (BE).

O partido negou qualquer ligação aos protestos organizados contra o candidato presidencial do Chega, tendo considerado as acusações de “mentirosas” e “absurdas”, numa posição oficial do partido distribuída aos jornalistas.

Numa reação oficial, Marisa Matias disse o país está a viver "o pior momento da pandemia" e que não é altura para "se inventar parvoíces"

Nós estamos a viver o pior momento da pandemia e é extraordinário que no pior momento que estamos viver neste país o candidato da extrema-direita ache que é um momento de inventar parvoíces".

A candidata do Bloco disse compreender que Ventura esteja com medo, porque "as coisas não lhe estão a correr bem", mas "inventar mentiras para ganhar tempo de antena numa altura como esta que estamos a viver, é muito muito mau, é muito feio"

O líder do Chega tem enfrentado múltiplos protestos antifascistas ao longo da campanha eleitoral pelos 18 distritos de Portugal continental, em virtude do seu discurso radical contra as minorias.

Na noite de terça-feira foi alvo do maior protesto da campanha eleitoral em frente à Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, com mais de 100 manifestantes vigiados por reforçado contingente policial.

Cláudia Évora