O primeiro lote das vacinas contra a covid-19, desenvolvida pela Pfizer-BioNTech, já chegou a Portugal, à zona de Coimbra, e foram escoltadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR). 

A ministra da Saúde classificou este momento como um "marco histórico" num ano "tão difícil", mas relembrou que os portugueses não se podem esquecer que estamos no inverno e que ainda há "um combate muito grande por fazer".

É um marco histórico para todos nós, é um dia importante depois de um ano tão difícil para a maioria de nós, para os portugueses, para os europeus em geral, em que foi tão difícil ter de lidar com tanta incerteza, em que foi difícil ter de lidar com tantas circunstâncias novas e em que foram pedidos tantos sacrifícios. Abre-se agora uma janela de esperança com uma vacina que se espera que, no próximo ano, nos ajude a combater a doença, sem que nos esqueçamos que neste momento ainda estamos no início do inverno. Há ainda um combate muito grande por fazer, mas há agora uma oportunidade e uma esperança que resulta da  nova vacina".

Do ponto de vista de Marta Temido, o momento que o país está a viver, com a distribuição das primeiras vacinas pelas empresas farmacêuticas, em Portugal e um pouco por todo o mundo, “simboliza também o que é a capacidade da ciência de ajudar a resolver problemas novos”.

Para a ministra, o Governo, os profissionais de saúde e os portugueses em geral “arrancam para 2021 com esperança e energia redobrada” face à necessidade de dar resposta ao “muito que importa fazer” no contexto da luta contra a pandemia da covid-19.

Enalteceu o trabalho realizado, desde que o novo coronavírus foi detetado em Portugal, no início de março, frisando que o Governo contou com o empenho dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre outras áreas da administração pública, para “enfrentar uma doença que não era conhecida”.

Este foi um ano extraordinariamente difícil e duro para a maioria de nós”, sublinhou, nas declarações à Lusa, no interior das instalações do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), em Arazede, uma freguesia do concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra.

Por outro lado, a generalidade dos cidadãos e instituições portuguesas soube “cumprir regras novas” face à situação de emergência que atinge o país e o mundo.

Mas estamos agora mais bem preparados”, salientou Marta Temido, que partilhava um sentimento de notória satisfação com a comitiva civil, além de dezenas de elementos das forças de segurança, com destaque para a GNR, e alguns responsáveis das Forças Armadas.

Entretanto, Marta Temido esclareceu que nos próximos dias serão entregues os restantes lotes de vacinas, mais concretamente, na próxima segunda-feira.  

Este primeiro lote deu entrada no país por Vilar Formoso, distrito de Guarda, e vai ser, ainda hoje, distribuído pelos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central. Recorde-se que início da vacinação, aos profissionais de saúde, está prevista para domingo.

Cláudia Évora / com Lusa - Atualizada às 13:05