O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira os projetos de expansão dos metros de Lisboa e do Porto, que em conjunto representam um investimento de 517 milhões de euros, 190 milhões dos quais comparticipados com fundos europeus, segundo o Governo.

O comunicado divulgado após a realização do Conselho de Ministros especifica que foi autorizada a realização de despesa referente aos dois projetos:

Concretização do Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa, através do prolongamento das linhas Amarela e Verde", e "construção de novos troços do Sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, incluindo os troços Casa da Música - São Bento e a expansão da linha Amarela, que inclui a construção de um Parque de Material e Oficina em Vila D'Este".

Numa nota divulgada posteriormente, o Ministério do Ambiente, que tutela os transportes urbanos, confirmou a aprovação dos projetos das duas empresas, recordando que ambas as obras terão início no primeiro semestre de 2019, com conclusão prevista em 2023.

Em Lisboa, a empreitada vai custar 210,2 milhões de euros (83 milhões dos quais são comparticipados pelo POSEUR -- Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos) e envolve a construção de um troço de dois quilómetros entre o Rato (linha Amarela) e o Cais do Sodré (linha Verde).

Serão construídas duas novas estações (Estrela e Santos), a estação do Cais do Sodré vai ser remodelada e haverá também intervenções nos viadutos do Campo Grande para ligar as linhas Verde e Amarela.

No dia 27 de novembro, o Metropolitano de Lisboa anunciou que a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável condicionada ao projeto, que cria uma linha circular a partir do Campo Grande com as linhas Verde e Amarela, passando as restantes linhas a funcionar como radiais.

Segundo a DIA, a criação da linha circular poderá pôr em risco vários monumentos nacionais, como o Aqueduto das Águas Livres e o Jardim da Estrela.

O documento indica também que a construção da linha circular obriga a deslocar a linha de comboio entre Santos e Cais do Sodré durante 44 meses.

No Porto, o projeto custa mais de 307 milhões (107 milhões do POSEUR) e implica construir uma nova linha de 2,8 quilómetros, a Rosa, entre a Casa da Música e São Bento, com as novas estações subterrâneas Casa da Música, Galiza, Hospital de Santo António e São Bento.

Ainda no âmbito desta obra, será construído um parque de material e oficina em Vila D'Este e a linha Amarela será expandida, entre Santo Ovídeo e Vila D'Este, num troço de 3,2 quilómetros com três novas estações: Manuel Leão, Hospital Santos Silva e Vila D'Este.

Aos 307 milhões somam-se 56,1 milhões de euros em manutenção e na compra de 18 novas carruagens para o Metro do Porto.