Mais de 12 mil armas e acessórios e perto de 16 mil equipamento de proteção individual foram entregues à PSP, GNR e SEF desde 2017, anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI).

No dia em que elementos da PSP e da GNR realizam protestos em simultâneo em Braga, Lisboa e Faro, o Ministério tutelado por Eduardo Cabrita faz um balanço da Lei de Programação das Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviço de Segurança do MAI desde 2017.

Numa nota enviada à agência Lusa, o MAI adianta que foram entregues, desde 2017, 12.279 armas e acessórios à GNR, PSP e SEF, das quais 1.438 pistolas glock e 919 bastões extensíveis, estando também previsto receber 3.481 armas e acessórios, incluindo 2.230 sprays de gás pimenta, entre este ano e 2021.

O MAI dá igualmente conta que a Lei de Programação das forças e serviços de segurança permitiu entregar 3.179 coletes de proteção balística e 1.590 capacetes, bem como 11.513 outros equipamentos de proteção individual como cinturões e luvas táticas, sendo este ano entregues 1.115 bastões.

O Ministério da Administração Interna destaca que foi também reforçado “o investimento em equipamentos para funções especializadas” ao terem sido entregues 290 alcoolímetros desde 2017 e estão previstos mais 359 para 2020.

De acordo com o MAI, a investigação criminal recebeu 319 equipamentos.

“A renovação da frota automóvel das forças e serviços de segurança tem sido uma prioridade do MAI”, precisa a nota, sublinhando que foram entregues cerca de mil viaturas, entre as quais 311 para patrulhamento, 308 para fiscalização rodoviária e 137 para a investigação criminal.

O MAI avança que vão ser entregues cerca de 600 viaturas este ano.

O Ministério da Administração Interna indica ainda que a aposta na prevenção e combate aos incêndios traduziu-se na entrega de 9.450 equipamentos de intervenção florestal à GNR, como fatos, luvas, botas e óculos de proteção.

Este balanço do MAI surge também depois da contestação às declarações do ministro Eduardo Cabrita que, em entrevista ao Diário de Notícias e TSF, assegurou que os polícias “não têm necessidade” de comprar do próprio bolso equipamento de proteção pessoal.

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