Carlos Moedas afirmou na madrugada desta segunda-feira, após ter vencido a Câmara Municipal de Lisboa, que, "contra tudo e contra todos", fez-se história na capital e sublinhou que a coligação que liderou "pode mudar o sistema".

"Porque a democracia não tem dono" e porque as sondagens conhecidas até ao dia das eleições estavam erradas, Carlos Moedas considera que os lisboetas disseram em alto e bom som que querem mudança. "Queriam dizer-nos que não ia acontecer, mas aconteceu".

Para Moedas o dia de hoje marca "um novo ciclo, novos tempos" e acredita que este novo ciclo "começa em Lisboa, mas não vai acabar em Lisboa", afirma, sublinhando que  será o presidente de todos os lisboetas e que conseguirá unir as populações. 

"Estarei disponível para trabalhar com todos aqueles que querem mudar Lisboa", afirma, acrescentando que protegerá os mais idosos - "São os mais frágeis a razão da minha luta, são eles que me fazem estar aqui. Vou estar com eles no dia-a-dia".

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Moedas afirma ainda que estará do lado dos comerciantes e das pequenas e microempresas, "todos aqueles que lutam para pagar salários, vou estar com eles".

Depois, concentrou-se nos mais novos. "Quero que voltem a sonhar e a pensar num futuro para Lisboa".

"Apostei tudo numa única esperança, na de que a política está a mudar, de que a política quer pessoas diferentes. É essa diferença que trago a Lisboa", discursa, nomeando a transparência como uma das prioridades para este mandato.

No final do discurso, interrompido por aplausos e cânticos eufóricos que propagam a ideia de que "estamos prontos", Moedas sublinha que os lisboetas "disseram que sim ao futuro e nunca se resignam". "Os lisboetas querem liberdade, querem estar na liga dos campeões das cidades europeias e é isso que vamos fazer, meus amigos".

Numa primeira reação após o discurso de vitória, Carlos Moedas sublinha que a sua eleição coloca um ponto final a 14 anos de poder socialista na Câmara Municipal de Lisboa. "Uma mudança histórica", define.

Refletindo sobre as sondagens, que nunca colocaram Moedas à frente de Medina, o antigo comissário europeu é claro: "As sondagens falharam em toda a linha, isso é preciso ser dito. Nós temos de pensar que, em democracia, sondagens a poucos dias da eleição, a darem aquilo que davam, pode ter uma influência nessa eleição".

"Há aqui um problema que é as sondagens estavam todas erradas, meus amigos e temos de enfrentar isso", afirma.

Carlos Moedas sublinha que irá trabalhar para incluir todos os decisores políticos locais e que vai criar consensos, bandeira que o tem acompanhado durante toda a campanha autárquica. "Vamos governar", diz.