João Ferreira considerou, esta quinta-feira, que o fecho de escolas no âmbito do agravamento da pandemia de covid-19 "é uma decisão da responsabilidade do Governo".

O candidato apoiado pelo PCP referiu que não lhe parece adequado que os portugueses sejam penalizados em um terço do vencimento, por ficar em casa com os filhos.

Isto não é só a mesma coisa que aconteceu no primeiro confinamento. É repetir em cima de dificuldades, somando dificuldades a dificuldades", disse o candidato.

João Ferreira pediu, ainda, o pagamento dos salários por inteiro e sugere que os pais que têm mesmo de ficar com as crianças em casa não sejam prejudicados nos rendimentos.

É importante que se diga, mesmo do ponto de vista do país, é de todo o interesse que num momento como este, o Estado segure todos os rendimentos das famílias e isso é necessário para as condições de retoma económica logo que seja possível", defendeu.

Os pais de crianças até 12 anos terão direito a faltas justificadas ao trabalho e a um apoio idêntico ao que foi dado na primeira fase do confinamento, em março, que corresponde a 66% da remuneração.

O anúncio de António Costa foi feito após a reunião do Conselho de Ministros que decidiu encerrar todas as atividades letivas a partir de sexta-feira, durante 15 dias, devido à evolução da pandemia de covid-19.

Segundo o candidato apoiado pelo PCP e PEV é ainda desejável “que estas medidas sejam aplicadas pelo tempo estritamente necessário”, sendo também importante que se pense no seu impacto, não só do ponto de vista financeiro, como também nas consequências para as próprias crianças.

É bom que o Governo ouça os epidemiologistas, os especialistas em saúde pública, é bom que ouça também os especialistas em saúde da criança, do adolescente, para perceber melhor os impactos na saúde das crianças, dos jovens, deste tipo de paragens, e como é que melhor podemos também colmatar esses impactos”, alertou.

Hoje de manhã, João Ferreira já tinha defendido em Gaia que deviam ser pagos por inteiro os salários aos pais que tenham de ficar com os filhos devido ao encerramento das escolas.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

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Rafaela Laja