Pedro Nuno Santos agradeceu publicamente a Ana Gomes pela "audácia" em avançar com candidatura à Presidência da República.

O atual ministro das Infraestruturas e da Habitação participou esta sexta-feira na iniciativa “Portugal é consigo, Portugal é connosco”, na qual Ana Gomes conversa diariamente com especialistas nas áreas dos 21 compromissos com que se apresenta na corrida Belém.

Não nos deixaste a nós , militantes do PS, sozinhos", afirmou o ministro.

O socialista considerou ainda que Ana Gomes "não é uma militante qualquer e em nenhum momento ficamos mal vistos" e enalteceu ainda a coragem da candidata, que não necessita da aprovação das elites.

Pedro Nuno Santos anunciou o seu apoio à candidatura presidencial de Ana Gomes na reunião da Comissão Nacional do partido de 7 de novembro, durante a qual criticou o mandato de atual Presidente da República e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, e a forma como a direção do PS atuou em matéria de eleições presidenciais, não dando indicação de voto.

O antigo líder da Federação da Distrital de Aveiro do PS elogiou ainda a antiga eurodeputada e militantes socialista por ser “autêntica” e não ter medo de “enfrentar os de cima”, lamentando que existam cada vez mais “políticos construídos".

A Ana Gomes não é, na minha opinião, a candidata mais institucionalista e ainda bem: há uma coisa de que precisamos cada vez mais na política, a autenticidade. Quem é autêntico não está obcecado em que tudo o que diga não seja alvo de críticas e não tem a tática permanentemente na cabeça antes de falar”, afirmou.

Sem nunca referir o nome de Marcelo Rebelo de Sousa, o ministro das Infraestruturas e Habitação referiu a visão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) durante a pandemia para vincar a diferença de pensamento entre esquerda e direita.

“Quando o Governo, num momento difícil, inicia uma negociação com grupos privados da saúde, à Ana Gomes Presidente da República nunca lhe ocorreria reunir com os grupos privados”, afirmou, numa crítica implícita ao atual chefe de Estado e recandidato, que em teve várias audiências em Belém com administradores deste setor.

É nestes momentos que as pessoas se definem e expressam a sua visão do mundo e da sociedade”, considerou.

Nessa reunião, o antigo líder da Juventude Socialista e da Federação Distrital de Aveiro - e apontado como potencial candidato à sucessão de António Costa na liderança do PS - demarcou-se do ponto de vista ideológico do atual Presidente da República e criticou a "centralidade" de Marcelo Rebelo de Sousa no plano político, considerando tratar-se de um fator de "instabilidade".

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal no domingo, sendo a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia. A campanha eleitoral começou no dia 10 de janeiro.

Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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Rafaela Laja