O presidente do PSD assegurou hoje estar “focado no dever” de começar a recuperar câmaras para o partido poder “mudar o país”, escusando-se a responder a notícias sobre possíveis candidatos à disputa da liderança.

“É notório que o país precisa de uma mudança, as pessoas pensam que só pode ser feita a partir do Governo, mas se conseguirmos a mudança em muitas autarquias do país, o país começa a transformar-se a partir das autarquias”, defendeu Rui Rio em declarações aos jornalistas, no final de uma ação com a candidata Suzana Garcia, apoiada pelo partido.

Questionado como vê quem também pretende a mudança no PSD - depois de notícias de que o eurodeputado Paulo Rangel está a preparar terreno para se candidatar à liderança do partido -, Rio não quis responder diretamente.

Propus-me ser presidente do partido, num mandato anterior, e agora neste mandato. Neste mandato - depois haverá eleições internas em janeiro - o que há de mais relevante são as eleições autárquicas, muito importantes para o PSD e para o país”, afirmou.

Segundo Rio, tal como um presidente de uma empresa, o líder de um partido deve empenhar-se nos objetivos do seu mandato de dois anos, que agora passam por “o PSD conseguir recuperar o que se tem vindo a perder” em termos autárquicos”.

“Eu estou focado em fazer isso, é isso que vou fazer, independentemente de mais artigo menos artigo. Estou focado no maior interesse do PSD, que é conseguir o melhor resultado possível nas autárquicas”, afirmou, respondendo com um “não vou comentar isso” a todas as restantes perguntas sobre o tema.

Questionado se as eleições de 26 de setembro poderão ser um “tudo ou nada” para a sua liderança, Rio respondeu negativamente.

“Primeiro, o que está em casa não sou eu, é o partido e não são tudo ou nada no partido (…) São muito importantes, mas não é decisivo, não vamos ser dramáticos”, afirmou.

/ MJC