Tiago Antunes, secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, considerou, esta sexta-feira, na TVI24, que o plano de desconfinamento anunciado por António Costa é “muito prudente” e mais espaçado no tempo do que o anterior, no entanto, sublinha que “não podemos baixar a guarda”.

Questionado acerca do motivo pelo qual não foram apresentadas medidas que acompanhem as reaberturas anunciadas, particularmente nas escolas, o secretário de Estado garante que “existe um processo de testagem massiva” que “consta de uma norma da DGS”.

O que está previsto a esse respeito é que, a partir da próxima semana, nas escolas, haja um varrimento inicial de todo o pessoal docente e não docente. Depois disso haverá uma testagem regular, de acordo com índices de risco existentes nos concelhos”, revelou.

Também a matriz de risco apresentada pelo primeiro-ministro foi alvo de críticas. Alguns especialistas que aconselharam o governo afirmam que o seu trabalho foi simplificado e que o país vai passar a andar “num entra e sai”. Para Tiago Antunes, o afastamento desse cenário está depende “de todos nós”.

Não podemos baixar a guarda neste desconfinamento”, apelou.

Governo avisa Açores: vacinas não autorizadas não podem ser aplicadas

Sobre a notícia que dá conta do interesse do Governo Regional dos Açores em adquirir a vacina russa e a vacinas chinesa, Tiago Antunes considera que “é importante” que as vacinas administradas em Portugal sejam só as “que estão validadas pela EMA”.

Não é possível administrar vacinas que não estejam validadas pelo regulador farmacêutico, neste caso o Infarmed, em Portugal e a EMA, na União Europeia”, explicou o secretário de Estado. “Creio que nenhum de nós quereria que fosse administrada a qualquer pessoa uma vacina pela qual não haja toda a segurança por parte das autoridades.”

Apesar de não querer interpretar as intenções do governo açoriano, Tiago Antunes diz compreender a vontade de acelerar o processo de vacinação, mas sublinha que Portugal está a vacinar “assim que as vacinas chegam” e que, quantas mais vacinas chegarem, mais depressa o plano de vacinação estará cumprido.

Se houvesse mais vacinas seria melhor para todos”, referiu.

Vacina da Astrazeneca? "Não há razão de preocupação"

Um dos temas que mais tem marcado a atualidade noticiosa prende-se com a segurança da vacina da AstraZeneca, que deixou de ser administrada em vários países europeus durante esta semana. O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro garante que a vacina “é segura”.

Não há razão de preocupação. A informação técnica é do Infarmed e da OMS e, por isso, mantemos a confiança nesta vacina. Esta vacina está a ser administrada no Reino Unido há muito tempo e com muitas pessoas, portanto, mantemos toda a confiança nesta vacina”, garantiu.

Existem ainda muitas dúvidas em relação ao setor da Cultura, com as salas de cinemas, teatros e casas de espetáculos a terem o futuro muito indefinido. Tiago Antunes garante que, quando a reabertura for feita, este setor reabrirá com as mesmas regras.

Vão poder reabrir exatamente com as mesmas condições que se aplicavam com que deixaram de funcionar. A reabertura está prevista para 19 de abril”, lembrou.