No fim de cerca de três horas de leitura da decisão instrutiva, o juiz Ivo Rosa (Tribunal Central de Instrução Criminal) decidiu levar, dos 189 crimes apontados pela acusação, apenas dezassete a julgamento.

Ivo Rosa entendeu que há indícios para levar a julgamento José Sócrates, Carlos Santos Silva, Ricardo Salgado, Armando Vara e João Perna.

José Sócrates responde por três crimes de branqueamento de capitais e três crimes de falsificação de documentos.

Carlos Santos Silva irá a julgamento por existir indícios de que praticou, de igual forma, três crimes de branqueamento de capitais e três crime de falsificação de documentos. 

Em causa, estão verbas de 1,72 milhões de euros entregues pelo empresário e alegado testa-de-ferro a Sócrates, que, segundo a decisão instrutória não configuram o crime de corrupção, por estar prescrito, mas implicam três crimes de branqueamento de capitais.

Arguido Crime(s) a que responde em julgamento
José Sócrates Três crimes de branqueamento de capitais e três crimes de falsificação de documentos
Carlos Santos Silva Três crimes de branqueamento de capitais e três crimes de falsificação de documentos
Ricardo Salgado Três crimes de abuso de confiança
Armando Vara Um crime de branqueamento de capitais
João Perna Um crime de posse de arma proibida


 

Ambos também vão responder pela alegada utilização de contas bancárias da arguida Inês do Rosário, tal como a suposta utilização de contas bancárias de passagem do arguido João Perna.

João perna será julgado por um juiz singular.

Também Ricardo Salgado, que começou a decisão instrutória acusado de 21 crimes, irá a julgamento com Armando  Vara (separadamente de Sócrates e Santos Silva) por três crimes de abuso de confiança.

Armando Vara responde por apenas um crime de branqueamento de capitais e João Perna, que também será julgado em separado, segue para tribunal por um crime de posse de arma proibida.

Na leitura da decisão instrutória, no Campus de Justiça, em Lisboa, o juiz Ivo Rosa ilibou Vara dos restantes crimes: um de corrupção passiva de titular de cargo político, um de branqueamento de capitais e dois de fraude fiscal qualificada.