Dois dos sindicatos de enfermeiros que não convocaram a greve cirúrgica louvam o comportamento da bastonária da classe por “suportar estoicamente os insultos” que consideram que estão a ser dirigidos à classe.

Num comunicado, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE), que é constituída por dois sindicatos, considera que a bastonária Ana Rita Cavaco tem suportado “estoicamente os insultos que são dirigidos aos enfermeiros que estão em ‘greve cirúrgica’”.

Na nota, a FENSE lembra ao Governo que “assumiu o compromisso de negociar e aprovar o acordo coletivo de trabalho” dos enfermeiros e que se as negociações não forem retomadas nos próximos dias avançará para uma greve.

Nos últimos dias, tem havido acusações aos sindicatos que convocaram a greve em blocos operatórios e à bastonária da Ordem dos Enfermeiros, sendo que até o primeiro-ministro anunciou que apresentará uma queixa à justiça contra a Ordem, tendo também criticado os sindicatos que convocaram a greve.

O Governo admitiu também já recorrer à requisição civil para travar a greve.

A FENSE, que é constituída pelo Sindicato dos Enfermeiros e pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem, não emitiu nenhum dos pré-avisos que permitiram a greve dos enfermeiros em blocos operatórios, nem a que decorre até final deste mês, nem a que ocorreu no final do ano passado.

A ‘greve cirúrgica’ foi marcada por dois sindicatos criados mais recentemente, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), independente, e o Sindicato Democráticos dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), afeto à UGT.

Além destas quatro estruturas existem ainda o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), sindicato afeto à CGTP e que se apresenta como o “maior sindicato nacional de enfermeiros”, e o Sindicato dos Enfermeiros da Região da Madeira, que em conjunto constituem a Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros (CNESE).

No comunicado em que apoio a bastonária dos Enfermeiros, a FENSE lembra ao Governo que “assumiu o compromisso de negociar e aprovar o acordo coletivo de trabalho” dos enfermeiros e que se as negociações não forem retomadas nos próximos dias avançará para uma greve.