O advogado de Bruno de Carvalho diz que o antigo presidente do Sporting não sabe quem é Paulo Silva, o arguido do caso Cashball que o denunciou como mandante do alegado esquema de corrupção no andebol e futebol.

O Dr. Bruno de Carvalho, para além de não saber quem é esse cidadão Paulo Silva, nunca na vida falou com tal pessoal, fosse por que meio fosse. Como não tem nada a ver com esse processo, nem tão pouco sabe quem é esse tal Paulo Silva, não pode comentar o que quer que seja”, afirmou o advogado Miguel Fonseca.

Na segunda-feira, a TVI noticiou que Paulo Silva, o empresário denunciante do caso Cashball, que em maio do ano passado levou à detenção de funcionários do Sporting por alegada corrupção desportiva, entre eles o então diretor geral da SAD, André Geraldes, prestou novas declarações para o processo, apontando Bruno de Carvalho como sendo o “chefe” do esquema.

Segundo o empresário, que confessou ter sido intermediário de um esquema de subornos a árbitros de andebol, na época 2016-2017, e, em 2017-2018, de jogadores de futebol adversários, a confidência de que o cérebro da teia montada era o presidente do Sporting foi-lhe feita por João Gonçalves, empresário ligado aos leões e que também acabou detido na operação da Polícia Judiciária do Porto em maio de 2018.

Por isso Bruno de Carvalho, que ficou de fora do rol de detidos da operação Cashball, está agora também na mira da investigação, na sequência das últimas declarações de Paulo Silva, prestadas a pedido do próprio, já este ano.

A acusação do Ministério Público poderá sair a qualquer momento, mas, antes, deverá a SAD do Sporting também ser constituída arguida, caso entenda o MP que altos funcionários dos leões procuraram subverter a verdade desportiva, no futebol e no andebol, através de esquemas de corrupção. A comprovar-se, o Sporting arrisca consequências desportivas.

Há um ano foram detidos Geraldes e Gonçalo Rodrigues, funcionários do Sporting, além dos empresários João Gonçalves e Paulo Silva. Segundo este último, que entregou à PJ alegadas mensagens da aplicação Whatsapp que trocara com outros arguidos, davam-lhe dinheiro para ir subornar árbitros de andebol e atletas de futebol adversários – tudo com o objetivo de beneficiar os leões.

Henrique Machado