Um dos guardas prisionais detido na operação Entre-Grade da PJ já cumpriu pena por ofensas à integridade física qualificadas. Ao que a TVI conseguiu apurar, Rogério Machado terá estado detido em prisão preventiva depois de ter agredido o ex-marido da companheira, com quem a mulher tem um filho.

Tudo terá acontecido quando o pai da criança tentou ir buscar o filho à escola à força. Ao ter conhecimento da situação, Rogério Machado confrontou o homem e ter-lhe-á dado um tiro. Na sequência da agressão, a vítima precisou de receber assistência hospitalar, mas acabou por ser transferido de hospital em hospital, acabando por não resistir aos ferimentos.

Rogério Machado acabou detido e foi condenado por ofensas à integridade física qualificadas, tendo cumprido três anos de prisão. No entanto, o chefe dos guardas prisionais da cadeia de Paços de Ferreira recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça, tendo sido ilibado das acusações e podendo continuar como guarda prisional.

Quanto ao processo por que agora foi detido, Rogério Machado nega os factos de que é acusado e fala em vingança dos três reclusos que o identificaram por problemas dentro do estabelecimento prisional.

Guarda prisional em clínica de reabilitação

Outro dos guardas prisionais detido na megaoperação da PJ também é repetente nas detenções. O guarda, que está de baixa há dois anos, foi detido pela GNR de Penafiel após ter sido apanhado com droga e uma balança.

Quando foi apanhado, alegou que a droga era para consumo próprio.

Foi detido e colocado numa clínica de reabilitação por problemas com droga.

200 euros por cela com melhor internet

Outro dos chefes dos guardas prisionais da prisão de Paços de Ferreira agora detido cobraria 200 euros por cela com melhor internet. Ao que a TVI conseguiu apurar, o mesmo chefe que fornecia os telemóveis aos reclusos era também o responsável por garantir que estes tinham bom acesso à internet.

Para isso, cobrava 200 euros e trocava os reclusos para celas onde conseguiam uma melhor receção de rede.

Três apanhados por posse de arma

No total, foram detidas nove pessoas: cinco guardas prisionais, dois deles com funções de chefia, um ex-recluso e outras três pessoas, um membro do gangue de Valbom, o irmão deste e a cunhada, que ficaram em liberdade.

Os cinco guardas e o ex-recluso foram presentes esta quarta-feira a primeiro interrogatório no Tribunal Criminal de Marco de Canavezes.

 "O processo tem mais de 30 arguidos", informou a PJ do Porto.

Esta operação incluiu 52 buscas em estabelecimentos prisionais, domicílios e espaços comerciais.