Salvador Malheiro, presidente da Câmara de Ovar e vice-presidente do PSD, falou esta sexta-feira, na 21ª Hora, da TVI, sobre a situação que se vive em Ovar, depois de sete funcionários do Centro de Saúde da cidade terem tido resultados positivos para o novo coronavírus.

A situação em Ovar é complicada. De ontem para hoje, tivemos a noticia de sete funcionários infetados”, revelou Salvador Malheiro.

Na passada quinta-feira, Ovar tinha apenas dois casos confirmados, mas esta sexta-feira o número subiu para dez. Também por isso, o presidente da câmara mandou fechar todos os serviços da autarquia e deixou um apelo aos comerciantes e empresários que façam o mesmo.

Tendo em conta o número de pessoas que passaram por essa unidade de saúde familiar (…) nós hoje decidimos tomar medidas drásticas, fortes, que são complementares ao plano de contingência que já tínhamos em Ovar e decidimos encerrar a Câmara e todos os serviços municipais.”

 Alguns dos habitantes da cidade de Ovar consideraram a decisão como "alarmista", no entanto, Salvador Malheiro reforça que era precisamente o objetivo.“A minha intenção foi de criar um alarme grande, porque nestas situações criar alguma sensação de medo é a única forma de nos podermos consciencializar”, explicou.

O autarca afirmou que o objetivo é criar uma "espécie de quarentena generalizada" no território de Ovar, que conta com mais de 55 mil pessoas. 

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou este sábado o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (57), ao passar de 112 para 169, dos quais 124 estão internados.

/ JGR