A utilização do Remdisivir, medicamento antiviral eficaz no combate à Covid-19 e que já está a ser utilizado em Portugal, foi bem sucedida em crianças, revelou, nesta sexta-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa de balanço da situação epidemiológica no país.

O Remdisivir, que aguarda uma autorização de mercado na União Europeia, depois de a agência europeia do medicamento recomendar o seu uso, está a ser utilizado em Portugal ao abrigo de um "program de acesso precoce" para o tratamento de doentes graves, incluindo crianças.

Há um programa de acesso precoce, os hospitais ativaram-nos para doentes graves e foi utilizado. Nós [DGS], a situação que acompanhámos e que podemos dar alguns resultados, no geral, foi a utilização desde medicamento na área pediátrica. As crianças que o utilizaram correu, de facto, bem. Foi fácil o acesso, foi rápido e foi utilizado em tempo útil e o prognóstico foi bom", indicou Graça Freitas.

Já a ministra da Saúde, Marta Temido, presente na mesma conferência, disse esperar que a autorização da Comissão Europeia seja formalizada na próxima semana.

A informação que dispomos é que temos a expectativa que a Comissão Europeia emita autorização para este medicamento no decurso da próxima semana. Como sabem, o Infarmed tem assegurado a existência de um programa de acesso precoce para utilização deste medicamento nos hospitais do SNS nos casos necessários, sendo que continuam as discussões com a empresa, ao nível do preço, para garantir o necessário acesso a esse medicamento", apontou.

Marta Temido fez, também, questão de deixar uma mensagem de tranquilidade quando ao sistema de saúde que, garantiu, vai continuar a saber responder às necessidades assistenciais.

Mesmo que todos estejam cansados, os profissionais do SNS continuam a estar lá, a saúde pública está a fazer o seu trabalho, os hospitais estão a fazer o seu trabalho e os cuidados de saúde primários estão a fazer o seu trabalho”, reforçou. 

Marta Temido admitiu que nem sempre têm explicações evidentes para a evolução das doenças, mas aos serviços de saúde e ao sistema de saúde, mais do que todo o resto, incumbe dar resposta às necessidades assistenciais e, isso, "está a ser feito e continuará a ser feito".

Portugal tem, nesta data, "402 camas de enfermaria ocupadas com doentes com Covid-19 e 67 de cuidados intensivos", indicou, depois de sublinhar que há 21.500 camas hospitalares no SNS e 534 de cuidados intensivos polivalentes de adultos. 

A rede de SNS tem capacidade de garantir o que dela se precisar neste momento, mas isso não nos deve e não nos pode fazer baixar a guarda. Podem estar certos que não a baixaremos”, prometeu. 

Catarina Machado