Costa vai preparar com patriarca de Lisboa levantamento de restrições a celebrações religiosas - TVI

Costa vai preparar com patriarca de Lisboa levantamento de restrições a celebrações religiosas

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  • Publicado por Henrique Magalhães Claudino
  • 19 abr 2020, 16:37

Primeiro-ministro irá reunir-se com Manuel Clemente no Seminário dos Olivais na segunda-feira

O primeiro-ministro vai reunir-se na segunda-feira com o cardeal patriarca de Lisboa,Manuel Clemente, para “preparar o levantamento das limitações às celebrações religiosas”, disse à Lusa fonte do gabinete de António Costa.

De acordo com a mesma fonte, o primeiro-ministro pediu para ser recebido por Manuel Clemente, pelo que o encontro se realiza no Seminário dos Olivais, pelas 09:00.

O tema único será perceber qual a melhor forma de preparar o levantamento das limitações às celebrações religiosas”, adiantou o gabinete de António Costa.

A notícia foi avançada pela Rádio Renascença ao início da tarde.

Em 13 de março, ainda antes de ser decretado o estado de emergência em Portugal, a Conferência Episcopal Portuguesa, presidida igualmente por Manuel Clemente, decidiu suspender as missas, catequeses e outros atos de culto até que esteja superada a atual crise sanitária devido à pandemia de Covid-19.

Em 6 de abril, o Santuário de Fátima anunciou que a Peregrinação Internacional Aniversária de maio será este ano celebrada sem a presença física de peregrinos, mas que se mantêm as principais celebrações, que serão transmitidas pelos meios de comunicação social e digital.

O decreto do Governo sobre o terceiro período de estado de emergência em Portugal, que vigora desde sábado e até ao final do dia 02 de maio, mantém quase todas as restrições e regras estabelecidas há quase um mês.

Entre elas, mantém-se a proibição da realização de celebrações religiosas e outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 160 mil mortos e infetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 518 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 714 pessoas das 20.206 registadas como infetadas.

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