O Governo disse hoje que não está previsto o encerramento de qualquer maternidade no verão, na sequência da notícia que dá conta da rotatividade entre quatro serviços de obstetrícia da região de Lisboa - Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital de S. Francisco Xavier e Hospital Amadora-Sintra.

O Ministério da Saúde está a acompanhar o trabalho preparatório que envolve a ARSLVT, o INEM e alguns hospitais da região de Lisboa. As medidas de gestão de recursos que estão em estudo pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) não preveem o encerramento de qualquer maternidade por nenhum período temporal”, afirma a tutela numa resposta escrita à agência Lusa.

“Os trabalhos em curso versam sobre o encaminhamento de utentes pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes - INEM), prevendo-se que estejam sempre garantidos os serviços de urgência externa de três das quatro maternidades abrangidas e apenas durante o período de verão, mantendo-se as restantes respostas nas quatro unidades sem alterações”, avança a mesma nota.

O Governo sublinha que “esta é uma situação que ocorre à semelhança de anos anteriores, em que a ARSLVT entende estudar, de forma proativa, medidas que garantam o funcionamento pleno das urgências dos hospitais da região na área da ginecologia/obstetrícia”.

O Ministério da Saúde “assegura” ainda que “as utentes terão garantidas todas as respostas de que necessitam, cabendo à ARSLVT informar com a devida antecedência a população sobre as medidas que venham a ser decididas”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje esperar que o eventual fecho rotativo de urgências de obstetrícia em Lisboa seja "devidamente esclarecido e explicado".

As urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais de Lisboa vão estar encerradas durante o verão, fechando rotativamente uma de cada vez, devido à falta de especialistas.

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) garantiu hoje que as grávidas não vão andar de ambulância entre hospitais na região de Lisboa, durante o verão, período normalmente mais crítico de funcionamento hospitalar.

"O hospital que a gente diz como fechado, entre aspas, vai continuar a dar resposta à sua atividade programada. As senhoras vão continuar a ter lá os seus bebés em segurança e mesmo se houvesse uma urgência de uma pessoa que não viesse pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) ou pelo INEM, teria a sua criança. Posso garantir que não vai haver grávidas de ambulância de hospitais para hospitais na região de Lisboa", assegurou Luís Pisco.