O risco de incêndio vai continuar muito elevado nos próximos dias. O ministro da Administração Interna deixou esse aviso, esta terça-feira, pedindo à população que evite comportamentos de risco nas áreas florestais, como fazer queimadas ou lançar foguetes.

Apelo a que exista uma particular atenção nos próximos dias, sobretudo até ao próximo fim de semana, porque estamos numa situação de risco máximo ou muito elevado na maior parte do país”.

O ministro participoou no ‘briefing’ do Centro de Coordenação Operacional Nacional, na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), numa altura em que 13 distritos estão em alerta vermelho, o mais grave de quatro níveis, até às 23:59 de quarta-feira devido precisamente ao agravamento do risco de incêndio florestal.

Na segunda-feira, o ministro da Administração Interna assinou o despacho que determina a Declaração da Situação de Alerta nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

"Estamos aqui num quadro que colocam ao nível de tempos muito difíceis, que não queremos ver repetidos, como os de 2016 ou do grande incêndio do Caramulo”, adiantou Eduardo Cabrita, sublinhando que está previsto para os próximos dias “o prolongamento de temperaturas elevadas, baixos níveis de humanidade e ventos de leste com intensidade muito elevada”.

Na quarta-feira, será feira uma avaliação sobre o prolongamento do alerta vermelho.

Certo é que, nos próximos dias, “há a absoluta necessidade de evitar comportamentos de risco” nas áreas florestais, insistiu o ministro. É proibido fazer queimas ou queimadas, fumar ou fazer lume, lançar foguetes e utilizar certo equipamento agrícola.

Eduardo Cabrita sublinhou que o sistema tem demonstrado “uma grande confiança na capacidade de resposta de toda a estrutura de proteção civil”.

Exemplo disso, referiu, que a área ardida em setembro foi 80% inferior à média dos últimos 10 anos em relação ao mesmo mês. Isto significa, segundo o ministro, que se consolidou a tendência que se estava a verificar “de redução significativa das ocorrências”.

Eduardo Cabrita avançou que “as ocorrências são, até hoje, 44% menos do que a média os últimos 10 anos e a área ardida, de janeiro até 01 de outubro, é 62% menos do que a média dos últimos 10 anos”.

De recordar, porém, que este setembro foi o mais quente desde que há registo. E está quase a fazer um ano dos grandes incêndios de outubro, dia 15, em que morreram 50 pessoas.

Voltando às declarações do ministro, realçou que ainda é cedo para fazer balanços, mas que no futuro é necessário fazer “mais e melhor” em relação à prevenção, limpeza florestal e medidas de autoproteção.

O chamado período crítico de incêndios florestais, com o dispositivo de combate aos incêndios rurais na sua capacidade máxima, foi prolongado até 15 de outubro, bem como o Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios.