A região do Algarve é a única do país que tem menos de 80% da população vacinada contra a covid-19. Isso mesmo é confirmado pela Direção-Geral da Saúde, que atualizou esta terça-feira o relatório de vacinação em Portugal.

Com efeito, a região mais a sul do continente tem 78% da população totalmente inoculada, quando todas as outras regiões têm pelo menos 82%.

De resto, Açores, Lisboa e Vale do Tejo e Madeira têm 82% das pessoas completamente vacinadas. Seguem-se Alentejo e Centro, com 86%, enquanto o Norte lidera a contagem, com 87% das pessoas a já terem esquema vacinal completo.

Mas o Algarve é também a região com menos primeiras doses administradas em proporção da população. Ao todo, 81% dos residentes na região levaram pelo menos uma dose, percentagem que sobe para 83% nos Açores e na Madeira, para 85% em Lisboa e Vale do Tejo, para 88% no Centro e Alentejo e para 89% no Norte.

A nível nacional, 84% da população já está totalmente vacinada, segundo o mesmo relatório. A percentagem andará, ainda assim, muito perto dos 85%, o que levou o Governo a avançar para a última fase de desconfinamento, que entrou em vigor a 1 de outubro, e que marcou o fim de grande parte das restrições.

Por grupos etários, o relatório da DGS indica ainda que cerca de 510 mil jovens entre os 12 e os 17 anos (82%) já completaram a sua vacinação e mais de 548 mil (88%) já tomaram pelo menos uma dose da vacina.

Já no grupo entre os 18 e 24 anos, 669 mil pessoas (86%) já têm a vacinação completa e mais de 709 mil (91%) já foram vacinadas com pelo menos a primeira dose.

Dos 25 aos 40 anos e dos 50 aos 64 os valores de vacinação completa são superiores, de 92% e 98%, respetivamente.

O relatório da vacinação avança ainda que 100% dos idosos dos grupos etários dos 65 a 79 anos e dos com mais de 80 anos já estão totalmente vacinados, o que representa um total de mais de 2,3 milhões de pessoas.

Portugal já recebeu mais de 20,2 milhões de vacinas, tendo sido distribuídas pelos centros de vacinação do território continental e pelas duas regiões autónomas mais de 16 milhões de doses.

António Guimarães