Desde o início do processo de vacinação contra a covid-19, foram identificados 29.373 casos de infeção por SARS-CoV-2 entre mais de seis milhões de indivíduos com esquema vacinal completo há mais de 14 dias, o que representa 0,4%.

Entre as pessoas vacinadas infetadas, 303 foram internadas. E, destas, mais de metade (59%) tinham mais de 80 anos. Isso mesmo é ilustrado no relatório das linhas vermelhas elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A efetividade das vacinas do tipo mRNA (Pfizer-BioNTech e Moderna) contra hospitalizações foi estimada em 94% na população com idade entre os 65-79 anos e em 82% para os indivíduos com 80 ou mais anos.

Relativamente à redução de óbitos por todas as causas em doentes com teste positivo há pelo menos 30 dias, estimou-se uma efetividade de 96% e 81% nas faixas etárias dos 65 aos 79 anos e acima dos 80 e mais anos, respetivamente. 

Ou seja, os estudos nacionais de efetividade das vacinas contra a covid-19 na população com 65 e mais anos e que compreendem a análise do período de fevereiro a agosto de 2021, sugerem uma elevada efetividade da vacina na redução das hospitalizações e óbitos associados à covid-19.

Para a população com 80 e mais anos, a monitorização da efetividade da vacina contra formas mais graves da doença ao longo do tempo não revelou uma redução da mesma até três meses após a toma da segunda dose, no entanto, o relatório sublinha que estes resultados devem ser interpretados à luz das limitações dos estudos.

Entre os 29.373 casos de infeção em pessoas com esquema vacinal completo, registaram-se 309 óbitos, dos quais 239 (77,3%) em pessoas com mais de 80 anos.

Da avaliação dos dados consolidados sobre a vacinação, à semelhança do que já se dizia no anterior relatório, datado de 3 de setembro, pode-se concluir que, até 30 de junho, os casos com esquema vacinal completo apresentaram um risco de hospitalização cerca de cinco a dez vezes inferior aos casos não vacinados.

Relativamente à ocorrência de óbitos por covid-19 tendo em conta o estado vacinal, verificou-se que, no mês de agosto (até 29 de agosto), ocorreram 96 óbitos (50%) em pessoas com um esquema vacinal completo, 63 óbitos (40%) em pessoas não vacinadas e 18 óbitos (10%) em pessoas com vacinação incompleta.

A população mais vulnerável encontra-se quase totalmente vacinada, pelo que é esperado que a proporção de casos com esquema vacinal completo no total de óbitos aumente.

No entanto, o risco de morte, que é medido através da letalidade por estado vacinal, é três a sete vezes menor nas pessoas com vacinação completa do que nas pessoas não vacinadas, de acordo com os dados de julho, mês com os dados consolidados mais recentes.

Redação / MJC