A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) atualizaram esta sexta-feira o relatório de linhas vermelhas da covid-19 em Portugal.

Segundo o documento, o nosso país mantém-se abaixo em todos os parâmetros: incidência, transmissibilidade, internamento em cuidados intensivos e positividade dos testes.

A incidência acumulada nos últimos 14 dias encontra-se em 74 novos casos por 100 mil habitantes, bem abaixo dos 120 casos por 100 mil habitantes que foram definidos pelo Governo como limite para o desconfinamento.

Neste ponto, refira-se que 43 concelhos acima desse limite, autarquias que se arriscam a não prosseguir o processo de desconfinamento, que entra no último passo a 3 de maio.

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A DGS e o INSA destacam que a incidência mais elevada se registou na faixa etária dos 30 aos 35 anos, com 122 casos por 100 mil habitantes. No lado oposto está o grupo com 85 anos ou mais, que regista apenas 36 casos por 100 mil habitantes, "o que reflete um risco de infeção muito inferior ao risco da população em geral", destaca o relatório.

Recorde-se que a população mais idosa é a que regista uma maior taxa de mortalidade por covid-19, o que levou as autoridades a adequarem o plano de vacinação com especial direção para estas faixas etárias. De resto, mais de 91% das pessoas com mais de 80 anos foram inoculadas com pelo menos uma dose, sendo que mais de metade dessa população tem a vacinação completa.

Quanto ao índice de transmissibilidade (Rt), o valor nacional é de 0,98 (o limite definido pelo Governo foi 1). Aqui, e de acordo com aquilo que já tinha sido divulgado pelo INSA, a região Norte é a única acima do limite, registando um valor de Rt de 1,07.

Acresce que DGS e INSA apontam para uma tendência decrescente do Rt, o que deverá levar a uma incidência de 60 casos por 100 mil habitantes no prazo de um a dois meses.

Relativamente ao número de doentes internados nos cuidados intensivos, são agora menos de 100, pela primeira vez em vários meses, o que cumpre largamente o objetivo de manter as hospitalizações graves num nível abaixo de 245.

A taxa de positividade registada foi de 1,3%, abaixo dos 4% definidos pelo Governo, que tem como indicador o parâmetro do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças.

Esta positividade foi registada numa semana em que se verificou um aumento da testagem à covid-19, sendo que DGS e INSA destacam que todos os casos de infeção foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, tendo sido rastreados e isolados 89,3% dos contactos de risco.

António Guimarães