O Facebook anunciou esta terça-feira que planeia desligar o sistema de reconhecimento facial, utilizado pela plataforma desde 2010 e que permitia identificar as pessoas que estavam em fotos ou vídeos publicados naquela rede social.

A medida tem como objetivo eliminar definitivamente um recurso que alimenta diversas preocupações relacionadas com a privacidade dos utilizadores daquela rede social.

Jerome Pesenti, vice-presidente de inteligência artificial da Meta, a recém-nomeada empresa controladora do Facebook, justifica a mudança devido às “preocupações sobre o lugar desta tecnologia na sociedade”.

Jerome Pesenti acrescentou que a empresa ainda vê este software como uma ferramenta poderosa mas que a nova tecnologia trará consigo um potencial benefício.

A decisão vem acabar com a utilidade de um recurso introduzido em dezembro de 2010, que permitia aos utilizadores do Facebook que economizassem tempo. 

O software, de reconhecimento facial, identificava automaticamente as pessoas que apareciam nos álbuns de fotografias do utilizador, sugerindo que as “marcasse” através de um clique e vinculando as contas às imagens. 

De lembrar que a tecnologia de reconhecimento facial, que avançou em precisão e poder nos últimos anos, tem sido cada vez mais um foco de debate pela forma como poderá ser mal utilizada pelos governos, autoridades e/ou empresas. Na China, por exemplo, as autoridades usam este tipo de recurso para rastrear e controlar os uigures, muçulmanos cuja língua é de origem turca e que usam o alfabeto árabe.

Com esta alteração, o Facebook vai excluir as impressões faciais de mais de mil milhões de pessoas.