Um pássaro congelado há 46 mil anos atrás foi descoberto no nordeste da Sibéria e entregue ao Museu de História Natural da Suécia para análise.

Os cientistas estão agora a estudar o espécime, imaculadamente preservado no gelo, que creem pertencer à família das cotovias com chifres.

Utilizando a datação por radiocarbono, os cientistas conseguiram identificar que o animal habitou o planeta há 46 mil anos e, através da análise genética, foi possível identificar a espécie do pássaro.

A descoberta foi divulgada esta sexta-feira no jornal Communications Biology e Love Dálen, professor de genética e investigador do Museu de História Natural da Suécia, disse à CNN que a investigação mostra que o pássaro é um antepassado de duas espécies de cotovias que habitam o Norte da Rússia e a planície estépica da Mongólia.

A investigação mostra como as alterações climáticas no final da última Idade do Gelo levaram à formação de novas espécies”, disse o cientista.

A preservação do animal é explicada em grande parte pelo gelo permanente no subsolo da Sibéria, levando a que o cadáver tenha sido conservado num estado muito próximo da altura em que morreu.

Os cientistas querem agora sequenciar todo o genoma do pássaro, permitindo-lhes entender melhor a relação com os “herdeiros” que habitam o planeta nos dias de hoje.

Os investigadores admitem ainda que a descoberta vai permitir a recolha de ADN importante para “abrir novas oportunidades no estudo da evolução da fauna da Idade do Gelo e compreender as respostas animais às mudanças climáticas nos últimos 50 mil anos”.

O pássaro foi descoberto no mesmo local onde foi identificado um canídeo congelado com 18 mil anos.

/ HCL