O Brasil está disposto a aceitar ajuda internacional para combater os fogos e para a preservação da Amazónia, desde que fique responsável pela gestão dos recursos.

O porta-voz da Presidência disse que o apoio do G7 (que junta os países mais industrializados do mundo) deve ser "acolhido", porque o Brasil "não rasga dinheiro".

Os recursos advindos do exterior em benefício do combate a esse momento que vivenciamos de queimadas serão bem-vindos, mas gostaria de reforçar que é essencial o entendimento de quem venha a promover essa doação de que a governança desses recursos, financeiros ou de reposição de materiais e ferramentas, é do Governo brasileiro", disse Otávio Rêgo Barros, citado pelo portal de notícias UOL.

 

Quaisquer que sejam os países que venham a cooperar connosco, que esses países tenham um alinhamento natural e aceitável com o nosso país, incluindo países da União Europeia, onde vemos preocupação com o meio ambiente", acrescentou.

No início da semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o G7 estaria disposto a ajudar em cerca de 20 milhões de euros, mas o presidente brasileiro reijeitou a oferta.

O impasse resvalou para o conflito pessoal e Bolsonaro disse que só aceitaria o dinheiro, caso Macron retirasse "os insultos".

Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que ele fez à minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E depois (..) de que a nossa soberania está em aberto na Amazónia", declarou.

 

Para conversar, ou aceitar qualquer coisa da França, [mesmo] que tenha as melhores intenções do mundo, ele [Macron] vai ter que retirar estas palavras e, daí, a gente pode conversar (...) Primeiro ele retira, depois ele oferece, daí eu respondo", acrescentou.

/ CE