A greve da Groundforce prevista para o fim deste mês deverá ser suspensa.

Ao que a TVI apurou junto de fonte próxima do processo, a TAP e a Groundforce devem chegar a acordo ainda durante o dia de hoje.

As negociações estão a decorrer e, ao que a TVI apurou, envolvem entre cinco a seis milhões de euros.

Com cinco milhões, estão garantidos os salários de julho e os subsídios de férias. Chegando aos seis milhões, incluirá também as obrigações fiscais e da segurança social da Grounfforce.

Ouvido no Parlamento esta terça-feira, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garantiu que o Estado e a TAP vão assegurar uma solução para a Groundforce, mesmo que falhe o processo de venda das ações da empresa, a cargo do Montepio.

Depois da greve do passado fim de semana, que causou o caos nos aeroportos com centenas de voos cancelados, a próxima paralisação estava marcada para os dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto.

Esta greve foi marcada pelo STTAMP e pelo STAMA, que, até ao momento, desconhecem estas negociações. Tendo em conta que têm a última palavra na suspensão da greve, ambos os sindicatos emitiram uma nota de imprensa a desmentir a suspensão.

"Nos termos legais, é da competência exclusiva das organizações sindicais as declarações ou levantamentos de greve, porquanto, o STTAMP e o STAMA desmentem categoricamente o teor da notícia."

Além desta greve contra o pagamento de salários e outras remunerações em atraso, desde o dia 15 de julho que os trabalhadores da Groundforce estão também a cumprir uma greve às horas extraordinárias, que se prolonga até às 24:00 do dia 31 de outubro de 2021.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

A TAP garantiu no sábado que não tem quaisquer pagamentos em atraso à Groundforce, depois de a empresa de handling ter acusado a companhia aérea de ter uma dívida de 12 milhões de euros por serviços já prestados.

Esta segunda-feira, a Confederação do Turismo de Portugal tinha pedido a intervenção do Governo para travar a próxima greve.

Vasco Rosendo