O ministro do Ambiente afirmou esta quarta-feira que, na melhor das hipóteses, os compromissos da cimeira do clima significam um aquecimento global de 1,9 graus até 2100, ainda aquém do objetivo do Acordo de Paris para as alterações climáticas.

Não acreditamos que antes de sábado à noite tenhamos conclusões seguras", considerou João Pedro Matos Fernandes em declarações aos jornalistas portugueses presentes na COP26, em Glasgow, frisando que, se as partes do acordo que estão em negociações conseguirem "de facto agarrar" o texto preliminar de conclusões que foi divulgado, os resultados da cimeira serão "da maior relevância".

O ministro do Ambiente e Ação Climática apontou que nesse projeto de declaração final "pela primeira vez se fala do fim do carvão [como fonte energética], do fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e pela primeira vez se dá importância muito significativa ao papel dos bancos multilaterais de desenvolvimento, que agora têm obrigação de alinhar os fluxos financeiros com os objetivos do acordo de Paris".

No melhor de todos [os cenários], se contabilizarmos as contribuições nacionalmente determinadas [de redução de emissões] condicionadas a terem dinheiro para serem cumpridas e lhes somarmos os compromissos de neutralidade carbónica, sairemos daqui com 1,9 graus de aumento", declarou.

Na manhã desta quarta-feira, Matos Fernandes discursou na abertura de mais um dia de COP26, onde instou os países a seguir o exemplo de Portugal, o primeiro país a comprometer-se em atingir a neutralidade carbónica até 2050.

/ PF