Desde janeiro que não se ouvia falar em cidades italianas que estavam a vender casas por um euro ou menos. Ora, a cidade de Castropignano, na região de Molise, no sul da Itália, é a última a fazê-lo.

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Castropignano tem cerca de 900 habitantes e, ao contrário dos leilões feitos nas outras cidades italianas, não está a vender edifícios delapidados. Nicola Scapillati, autarca da região, quer que os interessados entrem em contacto diretamente com ele e, a partir daí, escolher a casa ideal e encontrar um acordo entre os antigos proprietários e os potenciais compradores.

Eu convido a quem quiser comprar uma nova casa aqui a enviar-me um email diretamente (nicola.scapillati@me.com) com um plano detalhado de como é que pretendem renovar e o que gostariam de fazer com a propriedade - uma casa, um hotel, uma loja, uma loja de artesanato", explicou. 

No total, são mais de 100 edifícios abandonados que podem agora ganhar uma nova vida.

Porém, existem algumas regras: os novos proprietários têm de renovar a casa no espaço de três anos; e têm de dar uma entrada de garantia, de cerca de 1.900 euros, que será posteriormente devolvida assim que as obras estiverem concluídas.

O objetivo, diz Nicola Scapillati, é tornar a vila mais segura, uma vez que as casas podem desabar a qualquer momento. Aos futuros proprietários, diz que não podem esperar muito mais do que "paz, silêncio, natureza, ar puro, ótimas vistas e comida fantástica", uma vez que, segundo o autarca, esta pequena cidade só tem um restaurante, um bar, uma farmácia e algumas pousadas. 

Castropignano tinha 2.500 habitantes em 1930, mas nos dias de hoje conta apenas com 900. Após a II Guerra Mundial, muitas família emigraram à procura de uma vida melhor e esta pequena cidade acabou por ficar cada vez mais esquecida. A população tem na maioria mais de 70 anos.

A falta de visitantes ajudou a preservar a sua autenticidade rural, fazendo da região de Molise um dos segredos mais bem guardados de Itália.

Cláudia Évora