Subiu para 108 o número de mortos do ataque junto ao aeroporto de Cabul, no Afeganistão. Entre as vítimas, estão 95 civis e 13 militares norte-americanos. De acordo com a Associated Press, há ainda pelo menos 150 feridos.

O ataque envolveu dois bombistas suicidas e ainda homens armados que dispararam sobre a multidão que tentava fugir do país através do aeroporto.

O atentado foi revindicado pelo Estado Islâmico. Fontes norte-americanas citadas pela Reuters tinham dado conta que o ataque teria sido executado pelo grupo ISIS-K.

Os talibãs condenaram o ataque, lembrando que ocorreu numa área controlada pelas forças militares dos EUA.

O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, disse que o seu grupo "condena veementemente" o ataque no aeroporto de Cabul, “cuja segurança está nas mãos das forças americanas”, e disse que o Emirado Islâmico está a prestar “muita atenção à segurança e proteção do seu povo”.

O porta-voz dos talibãs prometeu ainda que os autores do ataque “serão severamente dissuadidos”.

Numa primeira reação, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deixou um aviso: os Estados Unidos não estão intimidados e prometem retaliar.

Não iremos perdoar, não iremos esquecer. Vamos perseguir-vos e fazer-vos pagar", declarou o presidente norte-americano, reiterando: "Dissemos que íamos completar esta missão e vamos. Os terroristas do ISIS não irão vencer".

Catarina Pereira Rafaela Laja Cláudia Évora / Notícia atualizada às 09:29