A oposição bielorrussa estendeu os protestos aos países bálticos e Polónia para exigir a libertação do jornalista Roman Protrasevich, detido em Minsk após o desvio forçado do avião comercial da Ryanair em que viajava.

A líder da oposição, Sviatlana Tsikhanouskaia, exilada na Lituânia, participou na maior das marchas, que passou pela capital daquela república báltica. Houve também concentrações semelhantes na Letónia e na Estónia.

Os pais do jornalista detido compareceram no protesto que aconteceu em Varsóvia, Polónia, onde foi exigido o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) contra o regime do presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko.

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A 23 de maio, o presidente biolurrusso ordenou o desvio forçado, para o aeroporto de Minsk, de um voo da companhia aérea irlandesa Ryanair, que fazia a rota Atenas-Vilnius, e onde viajava o jornalista opositor ao regime, Roman Protrasevich, com a sua companheira. Ambos foram detidos, após aterragem em Minsk.

Sviatlana Tsikhanouskaia deve reunir-se esta segunda-feira com o presidente da Estónia, Kersti Kaljulaid, um encontro que faz parte da sua intensa agenda na procura de apoio político.

Os países bálticos e a Polónia tornaram-se suportes dentro do bloco europeu para reivindicações da oposição.

Berlim e Paris também se manifestaram pela rápida adoção de sanções contra a Bielorrússia, uma questão que o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, deverão abordar na reunião virtual desta segunda-feira.

Desde quarta-feira praticamente apenas companhias aéreas chinesas e russas sobrevoam a Bielorrússia, de acordo com o serviço de rastreamento de voos FlightRadar24.

Entre as empresas que decidiram evitar o espaço aéreo bielorrusso estão a Air France, a Austrian Airlines, a Lufthansa, a Swiss, a Finnair, a Iberia, a LOT, a Air Baltic, a KLM e a própria Ryanair.

Além disso, a Ucrânia suspendeu todos os voos entre os dois países e proibiu as suas companhias aéreas de cruzar o espaço aéreo bielorrusso, apesar de o aeroporto de Kiev perder 10% de sua receita por causa da medida.

A companhia aérea bielorrussa Belávia, por sua vez, anunciou o cancelamento de voos para cerca de uma dezena de países devido ao encerramento do espaço aéreo pela UE para a companhia.

A Rússia tornou-se o único apoio da Bielorrússia neste seu mais recente confronto com o Ocidente.

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