Os investigadores da polícia alemã "têm provas” de que a menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em 2007 em Portugal, está morta, disse esta quarta-feira um porta-voz da Procuradoria de Brunswick, na Alemanha.

"Estes são provas ou factos concretos que temos, e não meras indicações", disse o porta-voz à agência noticiosa AFP, acrescentando que não eram "provas forenses”, como o local onde esteja o corpo do desaparecimento da menina, cujo principal suspeito é um alemão atualmente detido na Alemanha por outro crime.

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Segundo a Sky News, os investigadores esperam conseguir ligar a amostra ao principal suspeito, Christian Brückner, que se encontra detido na prisão de Kiel, na Alemanha, a cumprir pena por tráfico de droga e abuso sexual de menores.

Esta amostra de saliva está guardada no Instituto de Medicina Legal de Coimbra.

Ainda de acordo com aquela publicação, a Polícia Judiciária (PJ) já realizou os seus próprios testes, e não encontrou correspondência com o alemão.

Christian Bruckner, de 43 anos, está detido na Alemanha por ter violado uma norte-americana, de 72 anos, em 2005, no Algarve, onde viveu entre 1995 e 2007.

Após o apelo público da BKA, o Ministério Público alemão de Braunschweig assumiu que Maddie deverá estar morta.

Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico na Praia da Luz e o seu desaparecimento tornou-se um caso mediático à escala global.

A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora gasto perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros) no processo. 

A Polícia Judiciária (PJ) reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria-Geral da República em 2008, ilibando três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.

/ RL